quarta-feira, 4 de junho de 2008

Os Maias

Dos povos dos três grandes impérios americanos, apenas os Maias sobrevivem até hoje, podendo-se encontrar descendentes do milenar império na Guatemala, Honduras e México meridional. O império Maia passou por 3 períodos distintos: de 1000 a.C. a 317 d.C., conhecido como o império Maia pré-clássico; depois até 889 d.C., conhecido como Antigo Império; até o Renascimento Maia, que durou até 1697 e depois também, como as civilizações Inca e Asteca, sucumbiu ao domínio espanhol.

Descobertas arqueológicas mostraram que os Maias eram uma notável civilização, com uma arquitectura, escultura e cerâmica bastantes elaboradas. Notáveis pela divisão linguística, espalhados por um território de mais de 250 mil km2, os Maias também se notabilizaram pela escrita homogénea, sistema de calendário, artes plásticas e simbolismo religioso. Este, como nas outras duas civilizações, era a base de todo desenvolvimento político e económico. Hoje existem entre Honduras, Guatemala e México, cerca de 2 milhões de indivíduos descendentes dos Maias, ainda conservando a língua milenar e também sua cultura.

Os Incas

A civilização Inca começou por volta do século XI, e durou 500 anos, até ser destruída pelo conquistador espanhol Francisco Pizarro, em 1531. De acordo com a lenda, num certo dia, numa ilha do lago Titicaca, um casal de deuses, que eram os Filhos do Sol, apareceram e percorreram as terras com uma varinha mágica. Onde a varinha afundasse os deuses Manco Capac e Mama Ocllo se estabeleceriam e fundariam a grande nação Inca. Isso, ainda segundo a lenda, aconteceu junto à colina de Huanacauri, onde surgiu a gloriosa Cuzco, capital do império Inca.
Já de acordo com os historiadores, a cidade de Cuzco foi fundada por grupos de índios Quichuas, vindos do norte da região que hoje é o Peru. O nome Inca não significa o nome do povo, mas era a maneira pela qual eram chamados seus reis ou imperadores, do qual o mais famoso foi Sapay Inca, conhecido como o Filho do Sol, que era tratado em vida como um semideus, e depois da morte, como um deus.


O império Inca se estendeu por uma vasta região. Se existisse até hoje, esta região abrangeria, além do próprio Peru, o Equador, Bolívia e Chile. Mais tarde, com a colonização europeia, todos estes países foram ocupados pelos espanhóis, e somente em 1810, através dos libertadores Simon Bolívar e José de San Martin, é que o continente sul-americano ficaria livre dos colonizadores espanhóis.


Os Incas construíram a histórica Machu Picchu, uma cidade a 2500m de altitude destinada ao culto ao sol. Também construíram estradas, implantaram um veloz sistema de comunicação e fizeram pontes suspensas. Estas eram tão perfeitas, que uma feita sobre o rio Apurímac, durou cerca de 300 anos! O principal meio de transporte dos Incas era o lhama. Ao contrário dos Astecas, os Incas não praticavam cerimónias religiosas sanguinárias, e com excepção do culto ao deus sol, os moradores podiam adorar a quem quisessem. As terras eram divididas em 3 partes, sendo uma parte do imperador, uma para os deuses e uma ficava para o povo. Mas de toda maneira, as terras pertenciam mesmo ao imperador. A parte dos deuses, eram administradas por sacerdotes a serviço do imperador e a parte que cabia ao povo, era apenas para agricultura – principalmente da batata, mas o dono do pedaço de terra não
podia negociá-lo. A terra era apenas cedida para o cultivo e alimentação do povo.

quinta-feira, 15 de maio de 2008

Tutankhamon

Evolução da Ciência e da Arqueologia


O ano passado presenciamos um dos factos mais comoventes e esperados por todos os amantes das ciências da cultura egípcia, pois pela primeira vez na história decifrou-se a possível cara de uns dos faraós chamado Tutankhamon.
Com certeza que vocês já ouviram falar sobre este jovem faraó do Antigo Egipto, mas para que não fiquem com dúvidas de quem foi Tutankhamon iremos contar-lhe a sua história.

Tutankhamon foi um faraó do Antigo Egipto que morreu ainda na adolescência. Assumiu o trono quando tinha nove anos (aproximadamente). Entre os factos mais importantes do seu reinado encontramos o seu restauro dos antigos cultos aos deuses e os privilégios do clero.
Tutankhamon morreu aos 19 anos de idade sem herdeiros. Como morreu tão jovem o seu túmulo não tem a magnitude e dedicação que os outros faraós apresentam, contudo é o túmulo de Tutankhamon que mais curiosidade desperta nos peritos da ciência e da cultura egípcia, pois foi uma das raras sepulturas encontradas quase intacta. Este descobrimento data de 1922 quando foi aberta encontrando no seu interior tecidos, mobília, armas e textos sagrados que revelam muito sobre o Egipto de 3400 anos atrás.
Outros dos factos que levanta muita curiosidade e intriga é a causa da sua morte. Num primeiro momento pensava-se que tivesse morrido assassinado, pois as condições políticas e sociais eram favoráveis para essa possibilidade até chegaram a pronunciar nomes como por exemplo Ai e Horemheb. Mas em 2006, o médico Ashraf Selim com base em novas e sofisticadas análises, apresentou novas evidências que sustentam a teoria de que o rei teria falecido vítima de complicações associadas a uma fractura da perna direita provocada por uma queda que Tutankhamon sofreu quando ia a conduzir o seu caro.
Tutankhamon, à semelhança de outros faraós e reis da antiguidade supostamente também tem uma maldição. Esta, segundo a tradução dos hieróglifos feita pela equipa do arqueólogo Howard Cárter, dizia que: “A morte abaterá com suas asas quem perturbar o sono do Faraó”. Mito ou não, sete nãos depois já eram treze os membros da equipa que estavam mortos. O primeiro a morrer foi Carnarvon o promotor da expedição. Curiosamente também o seu cão morreu e houve um vazio de puder no Egipto.
Agora fica acreditar ou não, mas se pensarmos, tem certa ligação esta ocorrência, pois foi a única sepultura que não foi saqueada pelas diversas disputas da antiguidade que aconteceram.

Após 85 anos de todas estas descobertas realizadas pela equipa do arqueólogo Howard Carterem comunicado oficial em o conselho supremo das antiguidades egípcia anunciou a revelação do rosto de um dos mais enigmáticos faraós do Egipto.
O rosto encontra-se intacto devido ao antigo processo de mumificação, ao contrário do corpo.
Em 2005, uma investigação exaustiva á múmia do jovem faraó, feita a partir de inovadoras técnicas de digitalização em três dimensões.

terça-feira, 13 de maio de 2008

Nazismo


Nazismo





Após a Primeira Guerra Mundial, a Alemanha foi palco de uma revolução democrática que se instaurou no país. A primeira grande dificuldade da jovem república foi ter que assinar, em 1919, o Tratado de Versalhes que, impunha pesadas obrigações à Alemanha.
À medida que os conflitos sociais foram se intensificando, surgiram no cenário político-alemão partidos ultranacionalistas, radicalmente contrários ao socialismo. Curiosamente, um desses partidos chamava-se Partido Nacional Socialista dos Trabalhadores Alemães (Partido Nazista) e era liderado por um ex-cabo de nome Adolf Hitler. As eleições presidenciais de 1925 foram vencidas pelo velho Von Hindenburg que, com a ajuda do capital estrangeiro, especialmente norte-americano, conseguiu com que a economia do país voltasse a crescer lentamente. Esse crescimento, porém, perdurou somente até 1929.
Foi quando a crise económica atingiu com tal força a Alemanha, que, em 1932, já havia no país mais de 6 milhões de desempregados. Nesse contexto de crise, os milhões de desempregados, bem como muitos integrantes dos grupos dominantes, passaram a acreditar nas promessas de Hitler de transformar a Alemanha num país rico e poderoso. Assim, nas eleições parlamentares de 1932, o Partido Nazista conseguiu obter 38% dos votos (230 deputados), mais do que qualquer outro partido.Valendo-se disso, os nazistas passaram a pressionar o presidente e este concedeu a Hitler o cargo de chanceler (chefe do governo). No poder, Hitler conseguiu rapidamente que o Parlamento aprovasse uma lei que lhe permitia governar sem dar satisfação de seus actos a ninguém. Em seguida, com base nessa lei, ordenou a dissolução de todos os partidos, com excepção do Partido Nazista. Em agosto de 1934, morreu Hindenburg e Hitler passou a ser o presidente da Alemanha, com o título de Führer (guia, condutor).
Fortalecido, o Führer lançou a mão a uma propaganda sedutora e de violência policial para implantar a mais cruel ditadura que a humanidade já conhecera. A propaganda era dirigida por Joseph Goebbles, doutor em Humanidades e responsável pelo Ministério da Educação do Povo e da Propaganda. Esse órgão era encarregado de manter um rígido controlo sobre os meios de comunicação, escolas e universidades e de produzir discursos, hinos, símbolos, saudações e palavras de ordem nazista. Já a violência policial esteve sob o comando de Heinrich Himmler, um racista extremado que se utilizava da SS (tropas de elite), das SA (tropas de choque) e da Gestapo (polícia secreta de Estado) para prender, torturar e eliminar os inimigos do nazismo.
No plano económico, o governo hitlerista estimulou o crescimento da agricultura, da indústria de base e, sobretudo, da indústria bélica. Com isso, o desemprego diminuiu, o regime ganhou novos adeptos e a Alemanha voltou a se equipar novamente, ignorando os termos do Tratado de Versalhes.

Lendas da região autónoma da Madeira

Lenda de Machico ou do Amor Imortal

Na corte britânica de Eduardo III, vivia um homem de sangue plebeu e alma nobre, Roberto Machim, que tinha como melhor amigo e companheiro de armas o fidalgo D. Jorge. Roberto Machim era um homem sensível e tinha o dom da palavra, por isso D. Jorge veio pedir-lhe para ir com ele esperar a sua jovem e bela prima Ana de Harfet, que D. Jorge queria impressionar. Os primeiros olhares e as primeiras palavras trocadas entre Ana de Harfet e Roberto Machim foram suficientes para que surgisse um amor tão intenso que resignou sinceramente D. Jorge. Mas os pais de Ana de Harfet não aceitaram a união com um pretendente de tão baixa linhagem e ordenaram o casamento de Ana com um dos fidalgos da corte. Roberto Machim não escondeu nem a sua cólera nem a sua intenção de lutar por Ana e foi preso por ordem do rei durante alguns dias, enquanto a cerimónia de casamento se realizava. À saída da prisão esperava-o o seu fiel amigo D. Jorge que o informou que Ana estava a morrer de amor. Com a ajuda de D. Jorge, Ana e Roberto fugiram num barco em direcção a França, que uma brutal tempestade desviou para uma ilha paradisíaca. Ana não resistiu à febre que a tinha assolado durante a tormenta e foi enterrada na bela ilha. Conta-se que Roberto Machim morreu em cima da campa da sua amada e nela foi enterrado pelo seu amigo. Um grande amor que através do nome de Roberto foi para sempre recordado na bonita vila de Machico, na Ilha da Madeira, pretensa ilha a que aportaram os dois apaixonados que passaram às crónicas portuguesas.







Holocausto

Holocausto

A palavra holocausto tem origens remotas em sacrifícios e rituais religiosos da Antiguidade em que animais (por vezes até seres humanos) eram oferecidos às divindades, sendo completamente queimados durante a noite para que ninguém visse, nesse caso holocausto quer dizer cremação dos corpos. Este tipo de sacrifício também foi praticado por tribos judaicas.
A partir do
século XIX, a palavra holocausto passou a designar grandes catástrofes e massacres, até que após a Segunda Guerra Mundial o termo Holocausto (com inicial maiúscula) passou a ser utilizado especificamente para se referir ao extermínio de milhões de judeus e outros grupos considerados indesejados pelo regime nazista de Adolf Hitler. A maior parte dos exterminados eram judeus, mas também haviam militantes comunistas, homossexuais, ciganos, eslavos, deficientes motores, deficientes mentais, prisioneiros de guerra soviéticos, membros da elite intelectual polaca, russa e de outros países do Leste Europeu, activistas políticos, Testemunhas de Jeová, alguns sacerdotes católicos e sindicalistas, pacientes psiquiátricos e criminosos de delito comum.
Mais tarde, no correr dos julgamentos de Nuremberga, o termo foi sendo aos poucos adoptado por judeus e em menor número por esses outros grupos considerados indesejados nos regimes
nazista de Adolf Hitler. Como a maior parte dos perseguidos políticos de Hitler que podiam reclamar eram os judeus, os militantes não aliados foram esquecidos.
Todos estes grupos pereceram lado a lado nos
campos de concentração e de extermínio, de acordo com textos e fotografias, (testemunhos de sobreviventes numa extensa documentação deixada pelos próprios nazistas), perpetradores e de espectadores, e com o saldo de registos estatísticos de vários países sob ocupação. O número exacto de mortes durante essa passagem é desconhecido, mas segundo alguns especialistas estima-se que o número de pessoas desaparecidas, mortas ou assassinados durante o conflito somam cerca de seis milhões de pessoas.
Actualmente, o termo foi novamente utilizado para descrever as grandes
tragédias, sejam elas antes ou depois da Segunda Guerra Mundial. Muitas vezes a palavra holocausto tem sido usada para qualquer extermínio de vidas humanas executado de forma deliberada e maciça, como na que resultaria de uma guerra nuclear, falando-se por vezes de holocausto nuclear.

Civilizações Perdidas

Os Astecas

Conhecidos como o Povo do Sol, até o início do século XIV, os Astecas não passavam de um povo nómada, que veio do Norte como guerreiros mercenários e se instalaram no planalto de Anahuac. Pouco civilizados, incorporaram apenas seu militarismo e vontade indomável à milenar cultura Maia e Tolteca, acabando por fundar um império que abrangia as terras do norte do México à Guatemala actuais e dos oceanos Atlântico ao Pacífico.
Existem muitas histórias a respeito da verdadeira origem do povo Asteca, e a mais difundida é de que eles vieram de Azlan, região hoje identificada com a Califórnia ou Novo México. De acordo com a história, eles deixaram seu local de origem por volta do ano 1000 d.C. e chegaram ao planalto de Anahuac em 1300. Perseguidos pela população local, eles se espalharam por lagos e pântanos do planalto e pela colina de Chapultepec, que é a actual capital do México.
Seguindo uma lenda surgida entre os seus antepassados, de que eles habitariam numa "terra prometida", os Astecas acabaram pouco a pouco conquistando as tribos locais e estendendo seu império. Em 1325, das miseráveis cabanas onde habitavam nos pântanos do lago Texococo surgiria a esplendorosa cidade de Tenochtitlan, que ficou pronta somente em 1370. A partir daí foi que o império Asteca se destacou e se estendeu sobre todo México central e sul.
O génio militar e legislador do rei Itzcoatl criou um vasto império de cerca de 11 milhões de pessoas. Em seus templos e pirâmides, eram sacrificados escravos aos deuses. Para inaugurar um templo construído sobre uma pirâmide de 30mt de altura na cidade de Tenochtitlan, foram sacrificados 70 mil escravos. Seus corações foram oferecidos aos deuses e seus corpos, pintados, foram devorados pela multidão em delírio.
Em 1521 os soldados de Cortez, na conquista de terras para a coroa espanhola, invadiram Tenochtitlan, destruindo casas e templos e massacrando o povo Asteca.

Muro de Berlim

A queda do muro de Berlim


O muro de Berlim foi construído na madrugada de 13 de Agosto de 1961, dele faziam parte 66,5 km de gradeamento metálico, 302 torres de observação, 127 redes metálicas electrificadas com alarme e 255 pistas de corrida para ferozes cães de guarda, isto tudo para fazer a separação dos blocos capitalistas e dos blocos comunistas e também da “Guerra Fria”. Foi uma realidade e um símbolo da divisão da Alemanha em duas entidades estatais, a República Federal da Alemanha (RFA) e a República Democrática Alemã (RDA). Este muro, além de dividir a cidade de Berlim ao meio, simbolizava a divisão do mundo em dois blocos ou partes: Berlim Ocidental (RFA), que era constituído pelos países capitalistas encabeçados pelos Estados Unidos da América; e Berlim Oriental (RDA), constituído pelos países socialistas simpatizantes do regime soviético.
Nos fins da década de 80, as nacionalidades começaram a despertar, devido ao aparecimento de novos países, tais como a Checoslováquia e a Jugoslávia e também o desejo de reunificação das duas Alemanhas. Os enormes fluxos migratórios da Alemanha de Leste para a Alemanha de Oeste, durante o verão de 1989, tornaram-se impossíveis de controlar. Por isso, a 9 de Novembro de 1989, teve que ser autorizada a livre circulação entre as duas partes de Berlim, e como consequência a destruição do muro. Nessa noite os alemães de um e de outro lado da cidade subiram e dançaram em cima dele. Reinava a alegria, todos festejavam, enquanto vários faixas do muro iam sendo cortadas e deitadas abaixo. Nesse momento histórico não se estava apenas a deitar abaixo uma parede: a sua queda do muro de Berlim significava a queda dos regimes comunistas, o fim da Guerra Fria e de toda a tensão mundial e a abertura ao mundo. Na euforia, muita gente não previu as futuras dificuldades por que a Alemanha iria atravessar: fecho de muitas empresas, desemprego, instabilidade, o que viria a despertar movimentos político-sociais, como o neonazi.